Recírio encerra festividade de Nossa Senhora de Nazaré
História - A primeira procissão do Recírio remonta a metade do século XIX, mais precisamente o ano de 1859. Antigamente, o Recírio era feito no domingo à tarde com a volta da Imagem para a Capela do Palácio do Governo, fato já relatado em 1859. Ainda conhecido como 'Último Ato da Festividade Nazarena', ao chegar na Praça em frente ao Palácio, a procissão era encerrada com uma missa e com o disparo de fogos de artifício. Atualmente, após a missa no Altar Monumento, leva-se à Imagem para a Capela do Colégio Gentil Bittencourt. O grande final da última procissão é marcado pelo aceno dos lenços brancos e pela forte oração em grupo da Guarda de Nazaré, nas escadarias do Colégio Gentil.
Imagem - A Imagem encontrada por Plácido tem 28 centímetros de altura e fica no Glória, sobre o Altar-mor da Basílica Santuário de Nazaré, numa redoma de cristal antiprojétil. Reproduz uma senhora portuguesa e, nas nuvens onde repousa, pode-se ver um rostinho de anjo. Traz no braço esquerdo um menino aparentando dois anos de idade, que carrega um globo.
O Recírio é o momento que encerra toda a Festividade Nazarena. É quando os paraenses se despedem da Rainha da Amazônia. A procissão do Recírio acontece 15 dias após a grande procissão de domingo, numa segunda-feira. A procissão começa após uma missa campal, realizada na Praça Santuário às 6h. Às 07h, a imagem da Virgem de Nazaré é conduzida num percurso de 250 metros, em direção à Capela do Colégio Gentil Bittencourt. Durante o trajeto, a procissão faz o contorno na Praça Santuário, segue pelas avenidas Generalíssimo Deodoro, Nazaré e Magalhães Barata até chegar ao Colégio Gentil. Enquanto passa, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré é saudada e aclamada pelos paraenses que acompanham a caminhada ou a assistem pelas janelas de suas casas.
O Recírio é o momento que encerra toda a Festividade Nazarena. É quando os paraenses se despedem da Rainha da Amazônia. A procissão do Recírio acontece 15 dias após a grande procissão de domingo, numa segunda-feira. A procissão começa após uma missa campal, realizada na Praça Santuário às 6h. Às 07h, a imagem da Virgem de Nazaré é conduzida num percurso de 250 metros, em direção à Capela do Colégio Gentil Bittencourt. Durante o trajeto, a procissão faz o contorno na Praça Santuário, segue pelas avenidas Generalíssimo Deodoro, Nazaré e Magalhães Barata até chegar ao Colégio Gentil. Enquanto passa, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré é saudada e aclamada pelos paraenses que acompanham a caminhada ou a assistem pelas janelas de suas casas.
A despedida é sempre emocionante. Entre muitas orações e canções, os fiéis prestam suas últimas homenagens à Santinha. Em grande estilo, o Recírio encerra o Círio de Nazaré marcado por muita fé, fogos de artifício e pela espera da Festa no próximo ano.
Cerca de cinquenta mil fiéis acompanharão na manhã desta segunda-feira (29.10.), o encerramento da quadra nazarena, com a última, das 11 procissões do Círio 2012, o Recírio. A programação inciará com uma missa campal, seguida da procissão. Antes, os fiéis presenciarão a subida da Imagem Original de Nossa Senhora de Nazaré, ao Glória (altar), onde fica até a programação do próximo ano.
Cerca de cinquenta mil fiéis acompanharão na manhã desta segunda-feira (29.10.), o encerramento da quadra nazarena, com a última, das 11 procissões do Círio 2012, o Recírio. A programação inciará com uma missa campal, seguida da procissão. Antes, os fiéis presenciarão a subida da Imagem Original de Nossa Senhora de Nazaré, ao Glória (altar), onde fica até a programação do próximo ano.
A Imagem é a mesma encontrada pelo caboclo Plácido, às margens do Rio Murucutu. Fora o período do Círio, a Imagem só desce do Glória quando se comemora o aniversário de elevação da Basílica à Santuário, no mês de maio.
Durante o trajeto do Recírio, a Imagem da Virgem de Nazaré será conduzida por um percurso de 650 metros. É o menor trajeto entre as 11 romarias oficiais. A procissão contornará a Praça Santuário, seguindo pelas avenidas Generalíssimo Deodoro, Nazaré e Magalhães Barata até chegar à Capela do Colégio Gentil Bittencourt. O percurso será cumprido em cerca de 45 minutos e, segundo estimativas do Dieese no Pará (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) e da Diretoria da Festa de Nazaré, reuniará aproximadamente 50 mil pessoas.
Tradicionalmente, durante a passagem da procissão, a Imagem Peregrina é saudada e aclamada pelos paraenses que acompanham a caminhada ou simplesmente observam e saúdam a Virgem pelas janelas de suas casas. É dessa forma que o Recírio encerra o Círio de Nazaré 2012, marcado por muita fé, corações renovados e pela já ansiosa espera da Festa do próximo ano.
Incineração das Súplicas - Durante a missa que antecede a procissão do Recírio, os Diretores da Festa de Nazaré também se reunirão para recolher todos os pedidos depositados durante os 15 dias da Festividade, no Altar Monumento da Praça Santuário e no Altar da Basílica Santuário. A tradição acontece desde 1994. Neste momento, em oração, numa cerimônia singela, na Praça Santuário, a Diretoria procede a queima desses pedidos: é a Incineração das Súplicas, simbolizando o envio de pedidos e agradecimentos dos fiéis aos céus.
As primeiras queimas eram realizadas na lateral da Basílica em frente à Sala dos Milagres.
A Festa de Nazaré é uma realização da Arquidiocese de Belém, Basílica Santuário de Nazaré, Diretoria da Festa de Nazaré, Governo do Estado do Pará e Prefeitura de Belém.
CÍRIO DE NAZARÉ-(comemorado no 2º domingo de outubro)
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O Círio de Nazaré, em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, é a maior manifestação religiosa Católica do Brasil e maior evento religioso do mundo, reunindo cerca de seis milhões de pessoas em todas os cultos e procissões. Em Portugal é celebrada no dia 8 de Setembro na vila da Nazaré e é celebrada, desde 1793, na cidade de Belém do Pará, anualmente, no segundo domingo de outubro.
Outras regiões devido a migração de paraenses acabaram criando a procissões para estarem mais próximos de Belém, mesmo que pelo ato de Fé. O Termo "Círio" tem origem na palavra latina "Cereus", que significa vela grande. No Brasil, no início era uma romaria vespertina, e até mesmo noturna, daí o uso de velas. No ano de 1854, para evitar a repetição da chuva torrencial como a que havia caído no ano anterior, a procissão passou a ser realizada de manhã. O Círio foi instituído em 1793 em Belém do Pará, e até 1882, saía do Palácio do Governo. Em 1882, o bispo Dom Macedo Costa, em acordo com o Presidente da Província, Dr. Justino Carneiro, instituiu que a partida do Círio seria da Catedral da Sé, em Belém.
Alguns estudiosos estão considerando o Círio de Nazaré em Belém do Pará, como sendo a maior manifestação religiosa do Planeta. Consegue congregar dois milhões de pessoas em uma só manhã.
Em Portugal:
Segundo a interessante Lenda da Nazaré a antiquíssima imagem da Virgem teve origem em Nazaré, na Galileia, e representa a Virgem Maria sentada, de cor escura, tendo no seu colo o Menino Jesus, o qual amamenta. A estátua, entalhada em madeira e identificada como original dos primeiros séculos do Cristianismo, percorreu a cristandade desde Nazaré (Israel) passando por Mérida (Espanha) até surgir no ano de 711 em Nazaré (Portugal). No século XII, se tornou símbolo de fé do cavaleiro D. Fuas Roupinho, o qual mandou erigir a Capela da Memória em agradecimento à Virgem (1182), após milagrosamente ter se salvo de um acidente fatal quando, montado a cavalo, perseguia um cervo. A capela foi erigida sobre uma gruta onde estava a sagrada imagem. Em 1377 o rei D. Fernando (1367-1383) fundou um templo maior, o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, para onde transferiu a imagem. Desde então, a 8 de Setembro, anualmente, os portugueses se reúnem no Sítio da Nazaré, para reverenciar Nossa Senhora da Nazaré. A principal romaria, o Círio da Prata Grande, vem anualmente do concelho de Mafra e transporta, numa berlinda, uma imagem de Nossa Senhora da Nazaré que não é uma réplica da Verdadeira imagem, pois esta está sentada e a imagem do Círio está de pé, existindo ainda outras diferenças. A imagem de Nossa Senhora da Nazaré venerada no Brasil, em Belém, é semelhante à imagem de Nossa Senhora da Nazaré do principal Círio português.
No Brasil:
A introdução da devoção à Senhora da Nazaré, no Pará, foi feita pelos padres jesuítas, no século XVII. Embora o culto tenha se iniciado na povoação da Vigia, a tradição mais conhecida relata que, em 1700, Plácido, um caboclo, descendente de portugueses e de índios, andava pelas imediações do igarapé Murutucu (área correspondente, hoje, aos fundos da Basílica) quando encontrou uma pequena estátua de Nossa Senhora da Nazaré. Essa imagem, réplica de outra que se encontra em Portugal, entalhada em madeira com aproximadamente 28 cm de altura, encontrava-se entre pedras lodosas e bastante deteriorada pelo tempo e pelos elementos. Plácido levou a imagem consigo para casa, onde tendo-a limpado, improvisou um altar. De acordo com a tradição local, a imagem retornou inexplicavelmente ao lugar do achado por diversas ocasiões até que, interpretando o fato como um sinal divino, o caboclo decidiu erguer às próprias custas uma pequena ermida no local, como sinal de devoção. A divulgação do milagre da imagem santa atraiu a atenção dos habitantes da região, que passaram a acorrer à capela, para render-lhe homenagem. A atenção do então governador da Capitania, Francisco da Silva Coutinho, também foi atraída à época, tendo este determinado a remoção da imagem para a Capela do Palácio da Cidade, em Belém. Não obstante ser mantida sob a guarda do Palácio, a imagem novamente desapareceu, para ressurgir em seu nicho na capela. Desse modo, a devoção adquiriu caráter oficial, erguendo-se atualmente, no lugar da primitiva ermida, uma capela, hoje a suntuosa Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. Em 1773 o bispo do Pará, Dom João Evangelista, colocou a cidade de Belém sob a proteção de Nossa Senhora de Nazaré. No início do ano seguinte (1774), a imagem foi enviada a Portugal, onde foi submetida a uma completa restauração. O seu retorno ocorreu em outubro desse mesmo ano, tendo a imagem sido transportada, do porto até ao santuário, pelos fiéis em romaria, acompanhada pelo Governador, pelo Bispo e pelas demais autoridades, civis e eclesiásticas, escoltadas pela tropa. Este foi considerado o primeiro Círio, que etimologicamente designa uma vela grande de cera. Desde então, o Círio de Nazaré é realizado anualmente, no segundo domingo do mês de Outubro. Entre os milagres mais expressivos atribuídos à imagem de Belém, encontra-se o que envolveu os passageiros do brigue português "São João Batista". Partindo de Belém rumo a Lisboa, no dia 11 de Julho de 1846, a embarcação de dois mastros à vela veio a naufragar decorridos poucos dias da partida, sendo os passageiros salvos por um bote que os conduziu de volta a Belém. Este brigue seria a mesma embarcação que, anos antes (1774), havia transportado a imagem de Nossa Senhora de Nazaré a Lisboa, para ser restaurada; o bote que salvou os náufragos também seria o mesmo que tinha levado a imagem até ao brigue ancorado no porto de Belém. O bote passou a acompanhar a procissão a partir do ano de 1885. Apesar de o Círio de Nazaré de Belém (PA) ser o mais conhecido no Brasil, o Círio mais antigo do Brasil data de 8 de setembro 1630 na cidade de Saquarema no Estado do Rio de Janeiro. Após noite tempestuosa a miraculosa imagem de Nossa Senhora de Nazareth foi encontrada por pescadores nos penedos que separa o mar da lagoa onde hoje se encontra a Igreja Matriz. Segundo a lenda, a imagem sempre retornava aos penedos onde foi encontrada, e por este motivo, os religiosos da época acreditando ser um sinal dos céus, resolveram dar início a construção de primeiramente uma capela, que mais tarde deu lugar ao templo atual. O Reconhecimento do Círio de Saquarema como o mais antigo do Brasil se deu com a visita da imagem peregrina de Belém (PA) em 23 de setembro de 2009.
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